segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O INICIO DE UMA NOVA ERA



Quando no regresso de uma visita a familiares, chego às portagens
de Alverca preparo o ticket para pagar. Ao esticar o braço vejo que
não está ali ninguém logo penso que me enganei, mas não, porque ouvi
uma voz a dizer para introduzir o ticket, é então que vi que em vez
dos portageiros agora existem máquinas..
É assim aqui, é assim nos campos de onde eu sai, ontem trabalhavam na
apanha da azeitona ranchos de homens e mulheres, uns varejando, outros
separando as folhas, outros enchendo os sacos. Hoje o manobrador
encosta a maquina á árvore e com três sacudidelas toda a azeitona cai
dois homens enchem os sacos e colocam no atrelado, adeus ranchos.
Nas unidades de produção onde ontem para produzir uma determinada
produção seriam precisos 100 pessoas, hoje por força do desenvolvimento
dos meios de produção 20 pessoas executam a mesma trabalho.
É assim nos campos, é assim nas fábricas,. é assim nos escritórios.
O que era hoje deixou de ser.
É o inicio de uma novo ciclo, tudo está a mudar. Tudo menos quem
devia de mudar primeiro, os políticos, eles continuam como no século
passado. Para eles o culpado de tudo é sempre o outro partido, o
nosso que é o bom.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/economia/pais-pior-do-que-em-74
Onde foram feitas estas entrevistas? Na Quinta da Marinha? Na Herdade da Aroeira? Aos familiares dos Portas, dos Cavacos, dos Louçãs, dos Coelhos, dos descendentes daqueles 20 a 30 % que viviam à custa da maioria da população?

Há cerca de 40 anos, eu vivia no Alto de Barronhos, bairro de barracas situado entre Linda-a-Velha e Carnaxide, a barraca tinha duas divisões onde vivíamos sete pessoas.
Há 40 anos, eu trabalhava nas obras onde não era feito qualquer desconto para a caixa, não tinha seguro, se precisa-se de médico tinha de pagar.
Há 40 anos o que me pagavam pelo trabalho que prestava não dava para me alimentar.
Há 40 anos desconhecia o que eram férias.
Há 40 anos se manifesta-se descontentamento ao patrão pelo tratamento que me dava era despedido, se me manifesta-se na rua era preso.
Há 40 anos, Lisboa estava rodeada de bairros de barracas onde sobreviviam milhares e milhares de seres humanos que serviam de rendimento aos ricos e poderosos.
Há 40 anos seguramente que 70 a 80% da população do país vivia na miséria.

40 anos depois vivo numa casa e já não preciso limpar o cu a pedras
40 anos depois tenho férias, subsidio de férias e de Natal.
40 anos depois estou no desemprego, mas recebo um subsidio.
40 anos depois tenho um Estado Social que me protege.
40 anos depois posso gritar bem alto e chamar bandidos a quem me tratar mal.
40 anos depois sinto prazer a ver estes parasitas a sonharem com o passado.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

domingo, 12 de dezembro de 2010

OS INTRUJAS

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/be-afirma-que-resultados-da-educacao-sao-esforco-heroico-dos-professores
Cómico e mesmo ridículo
Este fulano dizia que "as reformas introduzidas tiram
tempo aos professores". Agora diz que se deve ao "esforço
heróico" dos professores. Porque carga de trabalhos é que
os professores no passado não fizeram o tal esforço heróico?